[R-P] TEste

Mario Jose de lima mjlima en uol.com.br
Dom Nov 17 17:42:21 MST 2002


Caros Amigos / embora o texto mereça ser lido, estou efetuando um teste. Fiz
uma mudança no meu sistema e andei enviando mensagens para R-P em mime. E
agora, está tudo bem? Por favor quero ser informado. Grato / Mário

WASHINGTON NÃO. CAMBUQUIRA SIM ! II: O ABRAÇO DO TAMANDUÁ


Laerte Braga


 Cerca de 5 mil manifestantes participarão neste final de semana, sábado
e domingo, de atos de protesto na cidade de Alcântara, no Maranhão,
contra o acordo militar Brasil-Estados Unidos, que "aluga" a base de
lançamentos de satélites naquela cidade aos ianques. A manifestação é
coordenada por setores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil) e MST.
 O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra,
João Pedro Stédile estará participando dos atos no sábado. O protesto é
organizado  por meio da Diocese de Pinheiro, que engloba a área de
Alcântara. Denominada 1.ª Romaria dos Atingidos, tinha como objetivo
inicial denunciar a situação das famílias retiradas pelo Ministério da
Aeronáutica da área onde a base foi construída.
De acordo com informações do padre Carlos Ellena, da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), milhares de famílias perderam os
meios de subsistência que possuíam e muitas vivem na miséria. Entrega -
Mas a Igreja também queria protestar contra o acordo, como indica o
texto sobre a romaria, divulgado pela Internet. Diz: "Como se não
bastassem tantas atrocidades, o governo brasileiro agora quer entregar
mais da metade da área do município de Alcântara, correspondente à área
do Centro de Lançamento de Alcântara, para o governo dos Estados Unidos
implantar mais uma de suas bases militares na América Latina, ferindo de
morte a soberania nacional."
No sábado à noite haverá uma vigília no centro da cidade de Alcântara.
No domingo, os participantes do protesto farão uma marcha, de cinco
quilômetros, até a área da base de lançamentos, onde será celebrada
missa.
O MST e setores mais à esquerda da Igreja Católica têm procurado deixar
claro ao futuro governo que vão cobrar dele a revisão de três acordos
internacionais. Dois - sobre a Área de Livre Comércio das Américas
(Alca) e o Centro de Lançamento de Alcântara - estão em fase de
negociação. O terceiro é o acordo com o Fundo Monetário Internacional
(FMI). Para o MST, o pagamento da dívida externa é intolerável.
Não importa de quem partiu a decisão da viagem de Lula a Washington.
Importa que o presidente eleito não tem o que conversar com Bush antes
de conversar, por exemplo, com Chaves. Há um processo golpista em curso
na Venezuela, patrocinado pelos Estados Unidos. Se Lula acha que vai
domesticar Chaves e acertar alguma coisa com um terrorista maluco como
George Bush, acredita que pode sobreviver ao abraço do tamanduá e isso é
complicado.
Ou é uma nova versão de Houdini, ou então está deixando que as costelas
sejam de tal forma quebradas que, como perspectiva de um Brasil
diferente, o governo sequer começa. Há reclamações entre alguns
deputados eleitos que apesar da promessa do presidente e do deputado
José Dirceu todas as decisões estão sendo tomadas numa cúpula fechada,
fechadíssima e a certeza que, na hora agá, como têm feito desde o
primeiro momento, vão pedir o sacrifício e a compreensão para a
governabilidade.
Com quem? Com Michel Temer? Um deputado dentre os eleitos perguntou-me
hoje quem eu achava pior, se Temer, ou ACM? A resposta é simples: ACM se
tiver que meter a faca o faz pela frente e avisa. Temer é pelas costas e
abraçando.
Lula parece não estar tendo a noção exata dos desafios que o esperam.
Qualquer assunto de governo hoje está vinculado à política externa e
ALCA, Alcântara e Dívida Externa são pontos de partida. Cair de quatro
em Washington antes de tomar posse joga por terra qualquer perspectiva
de saída soberana.
Quando Leonel Brizola foi eleito governador do Estado do Rio, em 1982,
teve, entre outros votos de intelectuais, jornalistas, etc, o de Millôr
Fernandes. Foi demitido da "Veja" por isso, por ter manifestado de
público seu apoio a Brizola. Um dos primeiros contatos de Brizola foi
com Roberto Marinho, partícipe da tentativa de fraude via Proconsult.
Millôr, num dos seus "quadrados", foi enfático: "eu não dei, com o meu
voto, procuração ao senhor Leonel Brizola para conversar com o senhor
Roberto Marinho". O eleitor brasileiro não deu procuração a Lula para
tentar acertar-se com Bush.
É lógico que não esperava e nem espera que saia no tapa. Mas que,
minimamente, mantenha-se de pé.
O terrorista da Casa Branca avança sobre o Brasil e o sub-continente da
América do Sul em quatro frentes: ALCA, Alcântara e Dívida Externa... A
quarta?
A região da tríplice fronteira (Brasil/Argentina/Uruguai). Isso é outra
história e começou já faz tempo através da CNN, principal veículo de
comunicação da CIA, quando forjou a história de "terroristas" em Foz do
Iguaçu. A segunda maior biodiversidade do País, maior geradora de
energia elétrica do planeta, maior lago artificial do Brasil e maior um
monte de outras coisas.
Mas, como disse, é outra história, vamos vê-la mais à frente. Já não é
abraço de tamanduá.  E é por aí que pode ser explicado todo o processo
que culminou na eleição de Germano Rigoto no Rio Grande do Sul. Quando
perceberam que Brito ia para o brejo, correram para o paspalho do PMDB,
até mais barato em termos de desembolso. É bocada de crocodilo







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