[R-P] PT: discutir las alianzas o marchar hacia el poder?

Gorojovsky Gorojovsky en arnet.com.ar
Dom Mar 24 10:42:16 MST 2002


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De la lista "Revolución Bolivariana"   

BRASIL
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Cuidado con lo secundario
   Wladimir Pomar 
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   Nosso país está assistindo a uma situação que parecia 
impensável: a briga de foice em quarto escuro entre os 
aliados do condomínio de poder. A disputa pelas migalhas da 
reestruturação patrimonial que impuseram ao Brasil também os 
assola, fazendo com que as novas oligarquias em formação se 
esforcem para sobrepujar as antigas, utilizando-se dos 
métodos desta, sem pudor e com uma agressividade inusitada.
   Essa disputa, diga-se de passagem, já vinha de longe. 
Então, não há surpresas. A programada eleição presidencial 
apenas colocou em pauta a possibilidade de resolvê-la de 
forma legal e, aparentemente, civilizada e incruenta, embora 
com rasteiras e golpes típicos de gangues e quadrilhas. 
Assim, se as condições já eram favoráveis para a esquerda 
porque o descontentamento popular com a política de FHC 
havia se intensificado desde 1999, tais condições se 
tornaram ainda mais positivas com a briga dentro da aliança 
governista. Nesse sentido, o que salta aos olhos no 
conturbado quadro político brasileiro não é o saco de gatos 
em que se transformou o grupo no poder, mas a defensiva da 
esquerda.
   Ao invés de atacar os pontos fracos do adversário 
(crescimento do desemprego, epidemia de dengue, explosão de 
casos de corrupção, utilização dos órgãos do Estado para 
fins eleitoreiros etc. etc. etc.), a esquerda parece fechada 
em copas, talvez com receio de macular sua postura 
"positiva". Ao invés de colocar nas ruas as idéias-força de 
seu programa de reformas (como o assentamento de um a dois 
milhões de famílias rurais, programas massivos de apoio à 
economia popular, redirecionamento dos recursos do serviço 
da dívida externa para investimentos públicos na redução da 
pobreza e no crescimento econômico, combate decidido à 
criminalidade, incluindo a de colarinho branco, e incremento 
da participação popular nas decisões governamentais), e 
trabalhar essas idéias-força como instrumentos de 
mobilização social e política, a esquerda prefere guardar o 
jogo, perdendo-se em discussões secundárias, a exemplo da 
pureza suficiente do PL para aliar-se ao PT.
   O problema do PT e de Lula não reside nas alianças com A, 
B ou C, mas em se eles têm forças sociais e políticas de 
suporte suficientemente potentes para manter o núcleo 
programático e inegociável das reformas necessárias ao país, 
e para atrair não só a esquerda, mas grandes contingentes 
populacionais ainda sob a influência conservadora. Se o PT e 
Lula souberem mobilizar tais forças, aparecerão, aos olhos 
espantados da militância petista, independentemente de quem 
quer que seja, aliados de todo tipo, procurando lugar no 
arrastão popular. Se não tiverem tal força, não conseguirão 
aliados nem entre a antiga frente democrática e popular. 
Estamos no momento de optar entre o essencial e estratégico 
e o secundário e tático. Todo cuidado é pouco.

   Wladimir Pomar é escritor e analista político.


Néstor Miguel Gorojovsky
gorojovsky en arnet.com.ar

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Compañeros del exercito de los Andes. 

...La guerra se la tenemos de hacer del modo que podamos: 
sino tenemos dinero, carne y un pedazo de tabaco no nos 
tiene de faltar: cuando se acaben los vestuarios, nos 
vestiremos con la bayetilla que nos trabajen nuestras mugeres, 
y sino andaremos en pelota como nuestros paisanos los indios: 
seamos libres, y lo demás no importa nada...

Jose de San Martín, 27 de julio de 1819.

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