[R-P] FHC trata de arrasar la defensa nacional brasilera

Nestor Gorojovsky nestorgoro en fibertel.com.ar
Jue Jul 25 17:24:54 MDT 2002


Al igual que Menem y Alfonsín, Cardoso intenta asfixiar a las Fuerzas 
Armadas de su país. Grandes estadistas, que despojan a sus pueblos de 
sus herramientas más elementales de autodefensa!!!!!!!!!!

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Gentileza de eskuerra en yahoogrupos.com.br:

Data: Fri, 19 Jul 2002 19:31:34 -0300
De: "Alexandre Santos" <alexandresantos en br.inter.net>
Assunto: O SOL (edicao de 19 de julho)



O SOL

Revista Eletrônica Semanal do Instituto Solidarista de Estudos 
Políticos e
Sociais Zanoni Lira Lins

Edição de 19 de Julho de 2002

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Depois de desmantelar nossa economia, Cardoso quer arrasar o aparelho 
de
defesa nacional


Aproveitando os últimos momentos que tem no poder, o presidente 
Cardoso
procura consolidar o desmantelamento do Estado Nacional reduzindo sua
capacidade de defesa – uma irresponsabilidade que, na prática, 
significa
abandonar o Brasil às vontades do Tio Sam, que, por sua vez, não vê a 
hora
de colocar os pés na região amazônica. 

Decidido a consolidar o desmantelamento do Estado Nacional, cumprindo 
os
compromissos do Consenso de Washington implícitos em seu governo
neoliberal, o presidente Cardoso continua a se valer da legislação e 
das
regras imobilistas (que ele mesmo criou em obediência aos acordos com 
o
FMI) para serrar abusivamente o orçamento da união, em atitude
antipatriótica que, ao tempo em que reserva mais recursos para 
encaminhar
aos insaciáveis banqueiros internacionais que se dizem nossos 
credores,
também priva a administração pública das condições que necessita para
manter suas atividades em padrão aceitável, desmoralizando
intencionalmente o Estado Nacional para justificar sua privatização e
internacionalização (diga-se USACentralização). Nada escapa à sanha 
do
governo Cardoso. Agora, depois de desnacionalizar os principais 
setores da
economia brasileira, de reduzir a capacidade de intervenção do 
Estado, de
atrelar seu funcionamento aos humores dos raubritters internacionais
desprestigiando os aspectos reais da economia e de catapultar o
endividamento público para a estratosfera, debilitando perigosamente 
a
economia nacional e, nessa esteira, gerando uma das maiores crises 
sociais
já vividas pelo país, o governo Cardoso investe contra as forças 
armadas,
tentando deliberadamente reduzir ainda mais a capacidade de defesa do
país. Essa atitude irresponsável, que, diga-se de passagem, já vem 
sendo
adotada desde o início da administração Cardoso, assumiu seu ápice na
semana passada e fez com que chefes militares, normalmente discretos 
e
obedientes à autoridade do Presidente da República – seu
comandante-em-chefe –, se rebelassem e tornasse pública a penúria a 
que as
forças armadas foram levadas pela submissão do governo ao FMI – um
organismo que, todos sabem, atua como uma espécie de posto avançado 
dos
departamentos do Tesouro e de Estado dos EUA. O estrangulamento
orçamentário das forças armadas, especialmente nesse momento, em que 
a mal
disfarçada movimentação de marines norte-americanos nas selvas 
colombianas
e (segundo dizem) venezuelanas coincide com a entrada em operação do
SIVAM, um sistema implantado e monitorado pela empresa norte-
americana
Raythion, é muito grave e despertou a reação dos mais diversos 
seguimentos
da nação. Na realidade, o enfraquecimento das forças armadas obedece 
a um
plano maior, que visa, sobretudo, aniquilar a soberania nacional.


Forças Armadas denunciam situação de abandono


Na 5ª feira, dia 11 de julho de 2002, em notas distribuídas
isoladamente, os comandantes militares da Marinha e do Exército 
tornaram
públicas suas preocupações com a situação provocada no funcionamento 
das
forças armadas pelos sucessivos cortes, contingenciamentos e 
bloqueios
orçamentários determinados pelos acordos com o FMI. Usando o 
linguajar
indireto próprio dos comandantes, ao invés de proclamar insatisfação 
com a
irresponsabilidade presidencial, os chefes militares preferiram se 
referir
às dificuldades e prejuízos operacionais enfrentados pelas forças 
armadas
e, talvez imaginando que, uma vez alertado pela nota, o presidente 
Cardoso
refletisse melhor e passasse a agir como um brasileiro que ama a 
pátria,
indicaram o cenário produzido pela persistência das restrições
orçamentárias que lhes são impostas desde o início do governo. A nota
distribuída pelo Serviço de Relações Públicas da Marinha, por 
exemplo,
após se referir ao corte de 41,2% no montante originalmente previsto 
na
lei orçamentária de 2002, denuncia que, entre outras medidas, foi 
forçada
a reduzir a jornada de trabalho semanal, diminuir em 80% o número de
recrutas previstos para incorporação no segundo semestre, limitar o
programa de adestramento, inclusive fiscalização e proteção das
plataformas de petróleo, retardar ainda mais o cronograma de 
construção da
corveta Barroso e do submarino Tikuna, enfrentar expressivas perdas 
na
capacitação técnica e tecnológica que decorrem naturalmente da 
construção
de navios de guerra e paralisar o programa nuclear. O quadro pintado 
na
nota do Exército não diferente. Após referir-se às “rigorosas medidas
estruturais de contenção” que já vem tomando nos últimos anos, a nota
distribuída pelo Exército, que mês passado teve o orçamento reduzido 
em R$
580 milhões, comunica que, entre muitas outras medidas, precisará 
adiar
para 02 de setembro a incorporação dos 18.000 recrutas já convocados,
antecipar para 31 de julho o licenciamento de 44.000 dos 52.000 
recrutas
incorporados em 26 de março, depois de apenas quatro meses de serviço
militar, e reduzir o horário de funcionamento. As notas são duras. O
Exército é muito claro quando diz que o “quadro atingiu o limite das
medidas paliativas, não restando alternativa senão a adoção de 
soluções
drásticas que comprometem a disponibilidade futura e a 
operacionalidade da
Força Terrestre” e acrescenta, mais adiante, que “caso persistam, (as
medidas emergenciais adotadas provocarão) reflexos negativos no
profissionalismo e na auto-estima dos integrantes da Instituição, 
podendo
comprometer a eficiência operacional da Força, com influência no 
âmbito
continental, tendo em vista a dimensão geoestratégica do Brasil”. 
Embora
marcada pelo respeito a hierarquia, a nota da Marinha também alerta 
para o
perigo da situação se referindo expressamente aos efeitos cumulativos 
dos
sucessivos cortes orçamentários nos últimos anos e, depois de lembrar 
que
essa conjuntura, que “compromete o cumprimento das atribuições
constitucionais da Marinha do Brasil”, é do conhecimento do ministro 
da
Defesa Geraldo Quintão, deixa claro que “essas informações têm sido
encaminhadas, para conhecimento, pelo Ministério da Defesa ao seu 
escalão
superior”. Para quem não sabe, o tal “escalão superior” do ministério 
da
Defesa é a Presidência da República, que, pelo jeito, continuou 
insensível
a situação. 

Repercussão das notas. Na 6ª feira, dia 12 de julho de 2002, dia
seguinte à manifestação dos chefes militares, enquanto o Palácio do
Planalto colocava panos quentes na questão, dando clara mostra da que 
não
estava percebendo a gravidade do problema, a sociedade se alinhava às
preocupações dos chefes militares. Entre as manifestações mais 
sugestivas
esteve a do presidente nacional do PSB, o ex-governador de 
Pernambuco,
Miguel Arraes, que em 1964 foi destituído e preso pelos militares, 
que
divulgou nota criticando o presidente Cardoso, pois “o compromisso 
deste e
de qualquer outro governo com o ajuste fiscal não pode chegar a ponto 
de
comprometer o funcionamento da instituição encarregada de garantir a
soberania nacional e a segurança do território”. O presidente 
Cardoso,
Comandante-em-Chefe das forças armadas, no entanto, não pensa assim 
e, 
na
3ª feira, dia 16 de julho de 2002, distribuiu nota dizendo 
simplesmente
que, como não podia abrir mão do seu esforço para manter a meta 
fiscal
combinada com o FMI, tinha aceito a proposta do general Gleuber 
Vieira,
comandante do Exército, e em decreto já publicado no Diário Oficial 
da
União tinha autorizado a dispensa dos recrutas alistados em março. 
Como
estamos a menos de seis meses do final do mandato do presidente 
Cardoso, 
é
bem possível que os chefes militares respirem fundo, contem até dez 
e, ao
invés de exigir uma postura patriótica de seu comandante-em-chefe, se
alinhem ao restante da população brasileira, que está torcendo para 
que o
tempo passe rápido e chegue logo o final desse mandato desastroso.


Curtinha


O governo Cardoso e a defesa do país. O orçamento de 2002 prevê a
aplicação de apenas R$ 5.224 bilhões nas Forças Armadas e Ministério 
da
Defesa e, mesmo assim, para atender aos acordos com o FMI, o governo
Cardoso só liberou R$ 3,050 bilhões, retendo o restante. Que coisa, 
heim?



Néstor Miguel Gorojovsky
nestorgoro en fibertel.com.ar

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"Aquel que no está orgulloso de su origen no valdrá nunca nada porque 
empieza 
por depreciarse a sí mismo".
Pedro Albizu Campos, compatriota puertorriqueño de todos los 
latinoamericanos.
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